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Publicado em Dicas

Como se vestir para pedalar no calor?

11 de setembro de 2026

Banner Como se vestir para pedalar no calor?

Suor em excesso, tontura e vermelhidão na pele são sinais comuns de quem sai para pedalar sem o preparo certo nos dias mais quentes do ano.

Por isso, escolher a roupa para pedalar no calor certa faz a diferença entre um treino seguro e uma experiência desconfortável.

Tecidos tecnológicos, cores claras e itens pensados para dissipar o calor ajudam o ciclista a manter o desempenho.

Neste texto, você confere dicas para montar o kit ideal e pedalar com mais conforto mesmo nos dias mais quentes.

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Produtos de destaque nesta edição

 


GUIA RÁPIDO

CICLISMO EM DIAS QUENTES 

 

Por que o calor exige cuidado redobrado na hora de pedalar​?

 

bretelle ciclismo masculino preto
Bretelle Masculino Unique 2.0

 

Pedalar é uma atividade que gera calor intenso e o corpo precisa dissipar esse calor pela evaporação do suor para manter a temperatura interna estável. Em dias quentes, esse processo fica mais difícil porque o ar ao redor já está aquecido e a diferença de temperatura entre a pele e o ambiente diminui. O vento provocado pelo movimento da bicicleta ainda mascara a sensação de calor, o que faz o ciclista perceber o esforço térmico mais tarde do que deveria. Ambientes com temperatura entre 23°C e 28°C já representam risco alto de desidratação.

Esse cenário explica por que a escolha da roupa não é um detalhe estético. Peças pesadas, de tecido fechado, retêm o suor perto da pele e atrapalham a troca de calor com o ambiente. Isso eleva a frequência cardíaca, aumenta a percepção de esforço e reduz o rendimento nos primeiros minutos de pedal. Vestir-se de forma adequada para o calor reduz esse impacto e ajuda o corpo a manter o desempenho por mais tempo.

 

O que observar antes de escolher a roupa para pedalar no calor?

 

Antes de sair para pedalar em um dia quente, vale conferir três pontos na roupa: caimento, tecido e ventilação. O caimento precisa ser justo o suficiente para não criar atrito, mas sem bloquear a circulação sanguínea. Roupas largas demais também atrapalham a aerodinâmica e podem prender ar quente entre o tecido e a pele, o oposto do que se busca em um dia de calor. Preferir peças desenvolvidas especificamente para ciclismo, com corte anatômico para a posição de pedalar, evita esse problema.

O segundo ponto é o tecido, que deve ser leve, elástico e de secagem rápida. Além disso, camisas com áreas de ventilação nas laterais do tronco aumentam a circulação de ar durante o pedal. A cor da peça também interfere diretamente na sensação térmica e na proteção contra os raios solares, assunto detalhado mais adiante.

 

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PRINCIPAIS PONTOS À SE OBSERVAR

 

Tecidos ideais para dias quentes

 

 

Os tecidos sintéticos com tecnologia de secagem rápida, conhecidos como dry fit, são a escolha mais indicada para pedalar em dias quentes. Esses materiais conduzem o suor da pele para a superfície externa do tecido, onde ele evapora mais rápido, mantendo o ciclista com a sensação de estar mais seco. Fibras como poliéster e poliamida compõem essas peças combinadas com elastano para garantir liberdade de movimento. Tecidos de algodão, por outro lado, absorvem o suor e demoram para secar, o que aumenta o desconforto e o risco de assaduras em pedais longos.

A proteção contra raios ultravioleta também depende diretamente do tecido escolhido. Tecidos com trama mais aberta filtram menos raios UV do que tecidos com trama fechada. Além disso, roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU) 50 bloqueiam 98% da radiação solar. 

 

Cores da roupa influenciam a sensação térmica?

 

A cor da roupa interfere diretamente na quantidade de calor que o corpo absorve durante o pedal. Cores claras, como branco, cinza-claro e tons pastel, refletem mais luz solar e absorvem menos calor, o que ajuda a manter a temperatura corporal mais baixa em dias quentes. Cores escuras, como preto e azul-marinho, absorvem mais luz e, consequentemente, mais calor, elevando a sensação térmica. Para pedais longos no período da tarde, quando a incidência solar é mais direta, roupas em tons claros tendem a proporcionar mais conforto térmico.

Existe, porém, uma nuance importante quando o assunto é proteção solar em tecidos sem tratamento de proteção solar: tecidos escuros bloqueiam mais radiação ultravioleta do que tecidos claros na ausência de tratamento específico contra raios UV. Isso significa que uma peça clara sem certificação FPU pode oferecer menos proteção solar, mesmo sendo mais confortável termicamente. A solução mais eficiente é optar por roupas claras que já vêm com tratamento UPF, unindo conforto térmico e proteção solar na mesma peça.

 

Proteção solar: a roupa como primeira aliada contra os raios UV

 

A roupa é considerada a forma mais eficaz de proteção solar disponível, à frente até do protetor solar tradicional. Isso acontece porque, ao contrário do filtro solar, a roupa não perde eficácia com o suor e não precisa ser reaplicado durante o pedal. O FPU, indica a quantidade de radiação que consegue atravessar o tecido e atingir a pele: uma peça com UPF 50 permite a passagem de apenas 1/50 da radiação solar incidente. Peças com UPF entre 30 e 49 já oferecem proteção considerada muito boa para pedais ao ar livre.

Mesmo usando roupa com proteção UV, é recomendado manter o uso de protetor solar nas áreas do corpo que ficam expostas, como rosto, mãos, pescoço e orelhas. O produto deve ser reaplicado a cada duas horas de exposição solar contínua, ou imediatamente após transpirar em excesso. Vale lembrar que a proteção UV do tecido pode diminuir com o tempo, principalmente por causa do desgaste do uso e de lavagens com produtos inadequados. 

 

Hidratação: o papel do vestuário

 

A escolha da roupa influencia diretamente a estratégia de hidratação do ciclista em dias quentes. Tecidos que evaporam o suor rapidamente ajudam o corpo a regular a temperatura com menos gasto de líquido, já que o mecanismo de resfriamento por sudorese funciona de forma mais eficiente. Recomenda-se ingerir entre 500 mL e 600 mL de água duas a três horas antes do exercício, além de 200 mL a 300 mL nos 10 a 20 minutos finais antes de começar o pedal. Vestir uma roupa que facilite a troca de calor reduz a velocidade da perda de líquidos durante o percurso.

Camisas de ciclismo com bolsos traseiros também têm papel prático nessa equação, já que permitem carregar garrafas extras, géis de carboidrato ou sachês de eletrólitos sem atrapalhar a pedalada. A perda de líquidos durante o esforço não deve ultrapassar 2% a 3% do peso corporal, sob risco de comprometer o desempenho e a saúde do ciclista. Ter fácil acesso à hidratação durante o trajeto, graças à modelagem da roupa, ajuda a manter esse limite sob controle.

 

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DICAS DE OURO

 

Acessórios que ajudam a evitar o superaquecimento

 

Além da camisa e da bermuda, alguns acessórios específicos reduzem o risco de superaquecimento durante o pedal. O boné de ciclismo usado por baixo do capacete absorve o suor da testa e evita que ele escorra para os olhos, além de proteger o couro cabeludo da radiação solar direta. Mangas longas com tecido ventilado protegem os braços do sol, sendo úteis em pedais longos no meio do dia. Luvas com tecido perfurado nas costas da mão permitem a circulação de ar e ainda absorvem impacto e suor durante o trajeto.

Óculos com proteção UV protegem os olhos da radiação solar. Meias específicas para o ciclismo evitam o acúmulo de suor dentro do tênis ou da sapatilha de ciclismo, prevenindo bolhas e assaduras nos pés. A combinação desses acessórios com a roupa principal forma um conjunto que trabalha para manter o corpo mais fresco do início ao fim do percurso, especialmente em pedais que ultrapassam uma hora de duração.

 

Erros comuns na hora de se vestir para pedalar no calor

 

O erro mais frequente é usar camisetas de algodão comuns no lugar de peças de ciclismo. O algodão absorve o suor e demora para secar, o que deixa a peça pesada e fria quando o vento bate, além de aumentar o atrito com a pele durante a pedalada. Outro erro é escolher roupas muito justas ou muito largas: peças apertadas demais restringem a circulação sanguínea nas pernas, enquanto roupas largas demais podem causar atritos.

Ignorar a etiqueta de composição também é um erro comum entre ciclistas iniciantes, que muitas vezes escolhem a roupa apenas pelo visual, sem verificar o nível de proteção solar oferecido pelo tecido. Usar roupas escuras e pesadas em pedais longos no horário de maior incidência solar, entre 10h e 16h, também potencializa o desconforto térmico. Por fim, sair para pedalar sem repor líquidos antes do treino, mesmo vestindo uma roupa adequada para o calor, compromete a termorregulação do corpo e aumenta o risco de mal-estar durante o percurso.

 

Como montar o look ideal para o treino em dias quentes?

 

Um conjunto ideal para pedalar em dias quentes começa pela camisa de ciclismo em tecido dry fit, de preferência em cor clara e com certificação UPF. Por baixo, a bermuda ou bretelle com forro específico para ciclismo evita atrito e assaduras durante pedais longos, já que foi projetado especificamente para o ciclismo. Completam o conjunto o boné usado sob o capacete, as luvas ventiladas e os óculos com proteção UV, formando uma combinação que protege o corpo do sol sem comprometer a troca de calor com o ambiente.

Para quem pedala à tarde, vale reforçar a hidratação com uma garrafa extra encaixada no quadro da bicicleta e géis de eletrólitos guardados nos bolsos traseiros da camisa. Montar esse conjunto antes de sair de casa evita improvisos no meio do trajeto e garante que o foco do ciclista fique no percurso, e não no desconforto causado pelo calor.

 

Cuidados com a roupa de ciclismo após o pedal

 

O cuidado com a roupa de ciclismo não termina quando o pedal acaba. Lavar a peça logo após o uso evita que o suor e a oleosidade da pele fiquem nas fibras, o que reduz a capacidade de secagem rápida do tecido ao longo do tempo. O ideal é lavar as peças com água fria ou morna e virá-las do avesso antes de colocar na máquina, protegendo estampas e costuras. Secar as roupas à sombra, em vez de expô-las diretamente ao sol, preserva a cor e a elasticidade do tecido por mais lavagens.

O uso de amaciante deve ser evitado, já que o produto pode reduzir a eficácia da proteção solar do tecido ao longo do tempo. O atrito excessivo durante lavagens também aceleram o desgaste da proteção UV das peças. Substituir a roupa de ciclismo quando houver perda de elasticidade ou desgaste visível garante que o conforto térmico e a proteção solar continuem eficientes nos próximos pedais.

 

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A Furbo é uma marca brasileira especializada em vestuário para ciclismo e esportes de alta performance. Fundada em 2013, nasceu do espírito empreendedor da família Balsanelli, que já atuava no setor têxtil desde 1997. 

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Mais do que vestir quem pedala, a Furbo acredita na força da dedicação, no cuidado com cada cliente e na construção de uma marca que acompanha o ciclista em todos os seus desafios.


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